Implantes Dentários
Os implantes dentários são dispositivos médicos colocados no osso maxilar ou mandibular para suportar a substituição de um ou mais dentes.
Devolvem a função mastigatória, a estética do sorriso e o conforto no dia-a-dia, através de uma solução planeada à medida de cada paciente.
Indicações
Os implantes dentários podem ser uma opção a considerar nas seguintes situações:
- Falta de um ou mais dentes
- Perda total dos dentes num maxilar
- Dificuldade em mastigar ou falar devido a ausências dentárias
- Necessidade de substituir uma ponte ou prótese removível já existente
- Próteses removíveis com pouca estabilidade
- Dentes sem possibilidade de recuperação, confirmada após avaliação clínica
A sua indicação depende de vários factores:
- A saúde oral e geral do paciente
- A quantidade e qualidade do osso disponível
- O estado das gengivas (doença periodontal)
- Hábitos como o tabagismo e o bruxismo
- Outras condições clínicas individuais
A doença periodontal deve estar tratada e estabilizada antes da colocação de implantes.
Doenças como a diabetes mellitus não controlada, a toma de certos medicamentos e o tabagismo podem exigir uma avaliação prévia mais cuidadosa.
Soluções disponíveis
Da substituição de um único dente à reabilitação total de um maxilar, existem diferentes soluções com implantes. Consoante as necessidades de cada pessoa, o tratamento pode também incluir procedimentos complementares.
Implante Unitário
Substitui um único dente através de uma coroa fixa sobre implante.
Ponte sobre Implantes
Permite substituir vários dentes consecutivos
Reabilitação total sobre implantes
Solução que substitui todos os dentes de um dos maxilares
Sobredentadura sobre Implantes
Prótese removível, mas estabilizada e suportada por implantes
Enxerto Ósseo
Procedimento complementar, necessário quando não existe osso suficiente para garantir uma colocação segura e previsível do implante; por exemplo, a elevação do seio maxilar (necessária quando não existe osso em altura suficiente na parte posterior do maxilar superior)
Enxerto Gengival
Procedimento complementar que visa aumentar a quantidade ou qualidade de “gengiva” ao redor do implante
Como funciona o tratamento
Tudo começa com uma avaliação clínica completa, apoiada em exames de diagnóstico que podem incluir radiografias, fotografias, digitalizações intra-orais e CBCT (exame 3D).
Esta fase é essencial para estudar o osso, as gengivas, a mordida e definir a posição ideal de cada implante, assim como a parte estética.
Após o planeamento, procede-se à cirurgia de colocação do implante, geralmente sob anestesia local.
Segue-se depois um período de cicatrização, em que o osso integra o implante — um processo conhecido como osseointegração.
Só então é colocada a coroa, ponte ou prótese definitiva, ajustada à função, à estética e à mordida de cada pessoa.
Cuidados e acompanhamento
Colocar o implante é apenas o primeiro passo: a sua durabilidade depende também de uma higiene oral rigorosa e de um acompanhamento regular, que preserva a saúde dos tecidos à sua volta. Recomenda-se:
- Escovar cuidadosamente os dentes e a zona dos implantes
- Usar os meios de higiene interdentária indicados pela equipa clínica (escovilhões, fio dentário)
- Não faltar às consultas de controlo e higienização profissional
- Avisar a clínica em caso de hemorragia, dor, inchaço, mobilidade ou qualquer desconforto
- Evitar ou reduzir o tabaco, factor associado a um maior risco de complicações
- Usar uma goteira de protecção nocturna em caso de bruxismo, sempre que recomendada
Quando correctamente planeado e mantido, este é um tratamento previsível — ainda assim, podem surgir complicações, como infecção, falha de osseointegração, inflamação dos tecidos peri-implantares ou problemas mecânicos.
Um acompanhamento próximo permite detectar e corrigir qualquer alteração a tempo.
Curiosidades sobre os implantes dentários
Os implantes dentários modernos nasceram de uma descoberta por acaso: na década de 1950, o investigador sueco Per-Ingvar Brånemark percebeu que um implante de titânio se tinha fundido de forma permanente ao osso de um coelho — o fenómeno que viria a chamar-se osseointegração.
O titânio continua a ser o material mais utilizado nos implantes por ser biocompatível, resistente e muito bem tolerado pelo organismo.
Com os cuidados adequados, os implantes dentários apresentam taxas de sucesso superiores a 95%.
Ao contrário dos dentes naturais, os implantes não são afectados por cáries, mas isso não dispensa a boa higiene oral, essencial para prevenir problemas nas «gengivas» e no osso à sua volta.