Implantes Dentários

Dr. Sérgio Pereira, médico dentista nas Clínicas Dentárias Previdente
Dra. Ana Louraço, médica dentista nas Clínicas Dentárias Previdente
Revisto clinicamente por Dr. Sérgio Pereira e Dra. Ana Louraço a 05/10/2026
Modelo de uma arcada dentária com um implante visível e instrumentos de observação.

Indicações

Os implantes dentários podem ser uma opção a considerar nas seguintes situações:

  • Falta de um ou mais dentes
  • Perda total dos dentes num maxilar
  • Dificuldade em mastigar ou falar devido a ausências dentárias
  • Necessidade de substituir uma ponte ou prótese removível já existente
  • Próteses removíveis com pouca estabilidade
  • Dentes sem possibilidade de recuperação, confirmada após avaliação clínica

A sua indicação depende de vários factores:

  • A saúde oral e geral do paciente
  • A quantidade e qualidade do osso disponível
  • O estado das gengivas (doença periodontal)
  • Hábitos como o tabagismo e o bruxismo
  • Outras condições clínicas individuais

A doença periodontal deve estar tratada e estabilizada antes da colocação de implantes.

Doenças como a diabetes mellitus não controlada, a toma de certos medicamentos e o tabagismo podem exigir uma avaliação prévia mais cuidadosa.

Soluções disponíveis

Da substituição de um único dente à reabilitação total de um maxilar, existem diferentes soluções com implantes. Consoante as necessidades de cada pessoa, o tratamento pode também incluir procedimentos complementares.

Substitui um único dente através de uma coroa fixa sobre implante.

Permite substituir vários dentes consecutivos

Solução que substitui todos os dentes de um dos maxilares

Prótese removível, mas estabilizada e suportada por implantes

Procedimento complementar, necessário quando não existe osso suficiente para garantir uma colocação segura e previsível do implante; por exemplo, a elevação do seio maxilar (necessária quando não existe osso em altura suficiente na parte posterior do maxilar superior)

Procedimento complementar que visa aumentar a quantidade ou qualidade de “gengiva” ao redor do implante

Como funciona o tratamento

Tudo começa com uma avaliação clínica completa, apoiada em exames de diagnóstico que podem incluir radiografias, fotografias, digitalizações intra-orais e CBCT (exame 3D).

Esta fase é essencial para estudar o osso, as gengivas, a mordida e definir a posição ideal de cada implante, assim como a parte estética.

Após o planeamento, procede-se à cirurgia de colocação do implante, geralmente sob anestesia local.

Segue-se depois um período de cicatrização, em que o osso integra o implante — um processo conhecido como osseointegração.

Só então é colocada a coroa, ponte ou prótese definitiva, ajustada à função, à estética e à mordida de cada pessoa.

Cuidados e acompanhamento

Colocar o implante é apenas o primeiro passo: a sua durabilidade depende também de uma higiene oral rigorosa e de um acompanhamento regular, que preserva a saúde dos tecidos à sua volta. Recomenda-se:

  • Escovar cuidadosamente os dentes e a zona dos implantes
  • Usar os meios de higiene interdentária indicados pela equipa clínica (escovilhões, fio dentário)
  • Não faltar às consultas de controlo e higienização profissional
  • Avisar a clínica em caso de hemorragia, dor, inchaço, mobilidade ou qualquer desconforto
  • Evitar ou reduzir o tabaco, factor associado a um maior risco de complicações
  • Usar uma goteira de protecção nocturna em caso de bruxismo, sempre que recomendada

Quando correctamente planeado e mantido, este é um tratamento previsível — ainda assim, podem surgir complicações, como infecção, falha de osseointegração, inflamação dos tecidos peri-implantares ou problemas mecânicos.

Um acompanhamento próximo permite detectar e corrigir qualquer alteração a tempo.

Curiosidades sobre os implantes dentários

Os implantes dentários modernos nasceram de uma descoberta por acaso: na década de 1950, o investigador sueco Per-Ingvar Brånemark percebeu que um implante de titânio se tinha fundido de forma permanente ao osso de um coelho — o fenómeno que viria a chamar-se osseointegração.

O titânio continua a ser o material mais utilizado nos implantes por ser biocompatível, resistente e muito bem tolerado pelo organismo.

Com os cuidados adequados, os implantes dentários apresentam taxas de sucesso superiores a 95%.

Ao contrário dos dentes naturais, os implantes não são afectados por cáries, mas isso não dispensa a boa higiene oral, essencial para prevenir problemas nas «gengivas» e no osso à sua volta.

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